11 de junho

Hoje foi um dia muito complicado por causa do meu pai 🙁

Ontem à noite, o meu pai piorou bastante, ao ponto de ter de vir para o Hospital de Santa Maria 🙁

Logo de manhãzinha, a caminho do emprego a Ana deixou-me lá e passei lá o tempo todo até quase ás 16:00

Cuidaram dele, estabilizaram-no e já voltou para São Martinho, mas tão, tão fraquinho 🙁

Depois vim para casa a pé para cumprir o 5º objetivo e quando cheguei estava tão cansado que estive a dormir até os homens aqui das obras querem falar comigo.

mas … li o conto de hoje só que como o resumo é um bocadinho grande, hoje fiz a primeira parte e amanhã termino-o

O conto chama-se “A gratidão de Camilo Castelo Branco”

Este conto é inicia-se com a descrição de uma criança e de uma avó velhinha e sega a vencer uma serra. O tempo está gelado, as cores são cinzentas e neva. A certa altura a avó, cai de cansaço e diz à neta para continuar que os dias dela acabaram ali, ela já não consegue mais andar.

A neta, agarrada à avó pede-lhe para não desistir e mesmo superior ás suas forças, ajuda a avó a seguir até ao destino.

Quando lá são chegadas, são dirigem-se à quinta de D. Teresa. D. Teresa é uma viúva a quem rosa vendia raminhos de flores silvestres na primavera, por três ou quatro patacos. Era também uma senhora que após viuvar, geria o que tinha herdado do marido com tal rigor, que aumentou consideravelmente a sua fortuna

Depois de um caminho muito duro, Rosa e a avó chegam a casa de D Teresa e quando entram na cozinha, o calor faz com que desfaleçam.

São as duas bem-recebidas, com calor e comida, e tal é o estado de cansaço que vão ambas dormir.

No dia seguinte, Rosa acorda e vai falar com D. Teresa, pedindo-lhe abrigo e explicando que há uns meses o pai que era lenhador se tinha ferido numa perna e que apesar de chamarem o cirurgião, duas semanas depois tinha morrido

Um mês depois, a mãe de Rosa também morre, pedindo à filha que nunca desampare a avó, mas quer a filha quer a avó ficam desamparadas.

Caídas na miséria, chegaram então a casa de D. Teresa.

  1. Teresa fica comovida com a história e aceita recebe-la, na condição de a avó ir embora porque se a rapariga ainda conseguiria pagar com trabalho a sua subsistência, uma velha sega, não tinha como o fazer.

Nessa altura, Rosa diz que nessas condições, agradece a generosidade da D. Teresa, mas não pode aceitar, porque em nenhuma circunstância deixaria a avó desamparada.

A atitude comove D. Teresa, que aceita então as duas em sua casa.

Rosa era uma criança loura de olhos azuis, mas o que a distinguia era a sua inteligência.

Como era muito bonita, a mãe mandava-a apanhar flores e vender ás casas dos senhores, que ao verem aquela menina, a punham a brincar com as filhas, ganhando ela assim alguma finura que não existiam nos lenhadores

Rosa é uma fonte inesgotável de energia e trabalha incansavelmente para pagar o seu sustento. Trabalha na quinta, na casa e a guardar animais. Mesmo a avó, passava os dias a fiar e a sua fiação era perfeita

Na primavera, continuava a faz cestinhos, a enche-los de flores e vende-los ás pessoas ricas das redondezas.

Um dia, está ela a fazer um desses cestos, e aparece-lhe D Júlia, que é filha da viscondessa do Candal

A família é do Porto, mas tiveram necessidade de vir para a serra em consequência da tísica apanhada por D. Júlia. Ao contrário de sua irmã Berta, Júlia é uma doçura de pessoa e ao ver Rosa, pergunta-lhe o que ela está a fazer.

Rosa responde-lhe dizendo que faz cestinhos de flores silvestres para vender aos senhores da região. O que estava a fazer estava tão bonito que D. Júlia pede-lhe para ela lhe fazer um.

Pergunta-lhe ainda quem são os pais, ela diz que já não os tem e que está a ser tratada por D. Teresa que alias a trata muito bem.

Rosa aceita de imediato o pedido, e começa a fazer um cesto que no final fica lindíssimo.

D Júlia pergunta-lhe quando ela quer pelo cestinho, Rosa acaba por dizer que normalmente lhe pagam 3 ou 4 vinténs. D. Júlia comenta que esse é um preço demasiado baixo e paga-lhe meia libra na combinação de ela lhe fazer um novo cesto todos os dias.

Quando volta a casa, D. Júlia conta à mãe o que tinha acontecido, recolhendo da Viscondessa logo simpatia pela pequena

Por outro lado, Berta mostra-se indignada por Júlia se estar a dar com lavadeiras e quando sabe que é intensão de Júlia ir pintar o cestinho, acha uma ideia totalmente disparatada.

Pintar as flores do seu jardim, entender-se-ia, mas flores silvestres é uma ideia peregrina.

No dia seguinte a viscondessa acompanha a filha para conhecer Rosa. Rosa nesse dia acordou mais cedo de forma a já ter o cestinho pronto quando Júlia aparecesse. Quando o acabou, Rosa começou a ler um livro que tinha comprado com a coroa que recebera na véspera.

Júlia e a viscondessa ficam surpresas quando veem Rosa a ler e perguntam-lhe que livro era aquele. Rosa diz que é o … meditações religiosas de Rodrigo Bastos, de  mas que apesar do ser sonho ser aprender, tem muito poucos livros.

Nessa altura, a viscondessa pergunta-lhe se ela gostaria de ter a oportunidade de se instruir. Rosa responde que sim mas que é preciso ter muito dinheiro para ir todos os dias à mestra. Ouvindo esta resposta e simpatizando cada vez mais com a pequena, pedem-lhe para ela as levar a casa de D. Teresa, com a intensão de pedir que Rosa fique sob a proteção delas.

Rosa acede e quando chegam a casa, D. Teresa não está, e as duas senhoras estão cansadas da caminhada.

Rosa prontamente põe a mesa com uma toalha de linho branco, escolhe o melhor pão e serve-o com manteiga e leite, as mulheres conhecem a avó e aproveitando uma altura em que Rosa saiu da sala, perguntam-lhe o que ela achava da neta. A avó não podia ser mais elogiosa das virtudes da neta, explicando ás senhoras a forma imaculada como ela cumpria as suas obrigações.

… amanhã resumo a segunda parte e publico-a

4 thoughts on “11 de junho

  1. tenho acompanhado esta evolução deliciado com tudo 🙂 os teus resumos são fantásticos e acho que estamos todas a ganhar imenso com isto 🙂

    um grande abraço

  2. Bom, será que tu não encontras uma comédia para variar ?!? É que são só tragédias atrás de tragédias!
    Que tal leres “A QUEDA DE UM ANJO” do Camilo? Como é um clássico, a tua caranguejola electrónica deve ter…
    E outro tema: calcula que a minha sobrinha Ana, a mais velha (não a que tu conheces) decidiu diversificar do Algarve e alugou esta semana uma moradia (com um casal amigo e filhos das duas bandas), e agora aonde???
    Em S. Martinho! Pois é, durante esta semana tenho sobrinhos em S. Martinho! E felizmente estão a ter bom tempo!
    Espero as melhoras do teu Pai.
    PRÁ FRENTE!
    Abç

    1. Meu caro,

      Mas não só tragédias … assim de cabeça os contos do Fernando Pessoa e e que eu publiquei hoje não são tragédias.

      Nesta fase, já estou naquele estado em que nem escolho os contos; é sempre o seguinte 🙂 Uma vantagem disso é que me está a criar uma ideia da literatura portuguesa, que não tinha …

  3. Depois das notícias e do conto, só me ocorre que a vida é mesmo uma luta,.. E às vezes bem dura. Vale a pena e traz com ela muitas alegrias, mas é uma luta.

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